MTE diz que PB ocupa 4ª posição na lista suja de empregadores do trabalho escravo no País

Dados divulgados em 6 de abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontam que a Paraíba ocupa a quarta posição entre os estados com maior número de empregadores incluídos no cadastro da chamada “lista suja” do trabalho escravo. Ao todo, são 17 nomes vinculados ao estado, sendo a maioria ligada ao setor da construção civil, com forte concentração na Grande João Pessoa. Mas há casos em Campina Grande, Serra Branca, Taperoá e Tacima, cujas explorações ocorriam em serviços de extração de pedras.

O levantamento do MTE indica que a Paraíba aparece ao lado de estados como Minas Gerais, São Paulo e Bahia entre os que concentram maior número de empregadores flagrados. Dos 17 casos registrados no estado, 11 estão relacionados à construção civil e 10 se concentram na região metropolitana de João Pessoa.

O levantamento, publicado nesta segunda-feira (6), pelo jornal Brasil de Fato, indica que foram adicionados 169 novos empregadores em todo o país, um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Com a inclusão, o número total de registros chega a cerca de 613.

 Na Paraíba, os casos foram identificados em obras da construção civil na capital do Estado e no município de Cabedelo. Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, com falta de higiene, água potável e alimentação adequada. Também foram constatados riscos graves, como fiações expostas e ausência de equipamentos de proteção. Após o resgate, as vítimas receberam verbas rescisórias, seguro-desemprego e encaminhamento para assistência social.

Em 2023, foram 62 resgatados, enquanto em 2025 o número chegou a 225. Só em julho de 2025, uma operação resgatou 112 trabalhadores em condições degradantes. As vítimas, muitas vezes, são aliciadas no interior e levadas para obras com más condições de trabalho.

O número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão na Paraíba cresceu 263% entre 2023 e 2025, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: Brasil de Fato

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