A Paraíba gerou, em outubro de 2025, 2.734 empregos formais, alcançando a sexta posição entre os nove estados do Nordeste em oferta de oportunidade de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A Região obteve saldo de 33.831 novos postos no mês, a equivalente a 39,7% de todas as vagas criadas no País (85.147).
Os setores em que a Paraíba mais se destacou em geração de empregos foram o agropecuário, com 251 colocações, ficando atrás apenas do Piauí (349), Alagoas (351) e Maranhão (309), e o industrial, com 372 colocações, contra 1,145 de Pernambuco e 383 de Alagoas.
Dos 2.734 oportunidades de empregos na Paraíba, 504 deles foram gerados em Campina Grande. Com este resultado referente a outubro, município alcança o 21º mês consecutivo de alta em geração de oportunidade de trabalho.
O número é resultado de 4.264 contratações ante 3.760 demissões. No acumulado de 2025, Campina chegou a marca de 6.695. A cidade possui também um número de 114.864 empregos formais atualmente.
Vale dizer também que ainda no mês passado Campina já havia superado os números do Caged de todo o ano de 2024, quando foram gerados 4.967 novos empregos.
No geral, todos os estados nordestinos apresentaram desempenho positivo no mês. Pernambuco liderou com 10.596 vagas, seguido por Alagoas (4.657) e Bahia (4.449). Na sequência aparecem Ceará (3.379), Maranhão (3.293), Paraíba (2.734), Piauí (2.693), Sergipe (1.076) e Rio Grande do Norte (954).
O avanço concentrou-se especialmente no setor de serviços, que gerou 18.083 vagas, seguido pela construção (6.951) e pelo comércio (6.835). Nos serviços, os maiores saldos vieram de Pernambuco (5.709), Bahia (3.453), Alagoas (2.271) e Ceará (2.099), com destaque para o segmento de “Saúde Humana e Serviços Sociais”, responsável por 3.506 dos novos empregos.
A participação do setor de construção no saldo geral foi puxada majoritariamente por Pernambuco (2.107) e Bahia (1.688) em termos qualitativos. Em termos proporcionais, o setor respondeu por 37,9% do saldo baiano e 35,6% do saldo de Sergipe.
O comércio, por sua vez, mostrou força especialmente em Pernambuco (1.819), Bahia (1.151) e Maranhão (975), que juntos concentraram quase 58% das vagas do setor na Região. No Rio Grande do Norte, o setor foi responsável por 48,3% do saldo estadual, sendo o setor de maior impacto no mês.
O setor industrial apresentou como destaques Pernambuco, com 1.145 novos postos de trabalho, e Alagoas, com saldo de 783. Paraíba (372), Rio Grande do Norte (331), Piauí (259) e Sergipe (56), também apresentaram saldos positivos. Em termos proporcionais, os novos postos da Indústria representaram 34,7% dos novos postos do Rio Grande do Norte e 16,8% do estado de Alagoas, sendo o segundo maior setor nos dois estados.
Já a agropecuária encerrou outubro com melhor desempenho no Piauí (349), Alagoas (351), Maranhão (309) e Paraíba (251).
No acumulado de janeiro a outubro, o Nordeste acumulou 369.596 empregos gerados, representando 20,5% do saldo nacional. A média mensal de criação de vagas chega a 36,9 mil postos.









