O Comitê Estadual de Monitoramento, Preparação e Resposta aos Eventos Climáticos Extremos, criado pelo governo da Paraíba, anunciou a criação de um centro para reunir informações técnicas, acompanhar e agir com rapidez diante de cenários de risco relacionados a eventos climáticos extremos que venham a se registrar no estado. A iniciativa foi tomada durante reunião do próprio comitê, na sexta-feira (6), em João Pessoa.
A estrutura deverá concentrar dados produzidos por instituições estaduais e municipais, permitindo acompanhar as condições climáticas, avaliar riscos e subsidiar a definição de medidas preventivas e de resposta a possíveis ocorrências.
O secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Adroilzo Fonseca, que preside o Comitê, destacou que o trabalho do grupo terá caráter permanente, com acompanhamento das condições climáticas, emissão de alertas e orientação aos municípios.
“Serão gerados alertas para que a população fique atenta aos dias mais quentes. Também queremos orientar as escolas para que possam planejar melhor suas atividades ao ar livre e os municípios para que preparem suas redes de saúde e assistência social, garantindo condições de acolher a população. Este foi o primeiro encontro de uma série de reuniões de planejamento entre as autoridades para nos prepararmos”, afirmou.
Sobre a sala de situação, ele explicou que a proposta é centralizar as informações disponíveis para facilitar o monitoramento e orientar a atuação dos órgãos envolvidos. “Os estados e municípios produzem muitas informações, e a proposta é concentrar esse material para facilitar o monitoramento e orientar as ações”, acrescentou.
El Niño – Uma das principais preocupações discutidas foi a influência do fenômeno El Niño, que exige atenção especial na Paraíba, sobretudo diante da possibilidade de temperaturas mais elevadas e dos impactos que podem provocar na saúde e no cotidiano da população.
A reunião também marcou a posse dos integrantes do comitê e discutiu a formação da Câmara Técnica Permanente de Monitoramento, Prognóstico e Avaliação de Riscos Climáticos, além de propostas para a atuação conjunta das instituições.
O planejamento contempla diferentes situações de risco, como estiagens, chuvas intensas e ondas de calor, que podem provocar impactos sociais, ambientais e econômicos. A proposta é ampliar a capacidade de antecipação do poder público e organizar medidas de prevenção e resposta, especialmente nos municípios mais vulneráveis.
Integram o comitê, representantes da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), secretarias do Meio Ambiente e Sustentabilidade, da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, do Desenvolvimento Humano (SEDH), da Saúde, da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido e da Casa Civil.
fonte: secom









