A Secretaria Executiva de Gestão e Orçamento da Pasta de Finanças de Campina Grande estima em R$ 2,4 bilhões o orçamento do município para o exercício de 2026. A proposta com as diretrizes da Lei Orçamentária Anual (LOA) foi apresentada nessa segunda-feira (15) à Câmara de Vereadores durante audiência pública e, segundo a peça, priorizando um planejamento responsável, baseado no orçamento participativo, na transparência e alinhado ao desenvolvimento sustentável.
A construção da proposta, segundo a Secretaria competente, é resultado de um amplo trabalho técnico e participativo, envolvendo todas as secretarias municipais. Cada gestor, na condição de ordenador de despesa, contribuiu com estimativas de receitas e com a definição de programas e ações, garantindo que o orçamento reflita de forma integrada as reais necessidades da administração pública.
“Esse planejamento ocorre em um cenário econômico nacional desafiador. A taxa Selic permanece em 15% ao ano, um patamar elevado, utilizado como instrumento de controle inflacionário. A inflação, medida pelo IPCA, deve encerrar 2025 em torno de 4,5%, acima da meta oficial de 3%, ainda que dentro da banda de tolerância. Para 2026, as projeções indicam algo próximo de 4,3%. Esse ambiente de juros altos e inflação persistente encarecem o crédito, dificultam investimentos e impactam o desempenho da arrecadação municipal”, destacou o secretário executivo de Gestão e Orçamento, Emmanuel Sousa.
Segundo ele, outro fator relevante é o início da implementação da Reforma Tributária em 2026, que trará mudanças significativas na forma de arrecadação e repartição dos tributos no país. “Diante desse contexto, o orçamento de Campina Grande para 2026 foi planejado obedecendo a prudência, a responsabilidade fiscal e as reais capacidades financeiras do município. Especial atenção foi dada à programação das despesas financiadas com recursos próprios, adotando-se critérios conservadores, justamente em razão das incertezas econômicas, tanto no cenário nacional quanto nos seus reflexos locais”, explicou Emmanuel.

Ele garanriu que a construção da LOA 2026 também foi pautada pelo diálogo institucional e pela transparência. A proposta considera as demandas da sociedade civil por meio do Orçamento Participativo, além das contribuições da Câmara Municipal.









