MPPB descobre local suspeito de ser clínica de aborto clandestino em Campina Grande

Ao deflagrar uma operação denominada de “Dose Oculta”, de combate ao comércio irregular de medicamentos controlados em Campina Grande, nesta quinta-feira (12), a força-tarefa formada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) e Polícia Civil descobriu que o andar superior de uma das farmácias fiscalizadas pode estar servindo de “base” para a prática de aborto clandestino em Campina Grande. O estabelecimento foi interditado e o responsável preso em flagrante.

Foram encontrados no andar de cima da farmácia uma cama, materiais e instrumentos médicos, entre os quais bisturi, documentos com fotos de mulheres, exames de ultrassonografia e informações sobre idade gestacional que, para os investigadores, são indícios de que o local estava funcionando como clínica clandestina para a realização de abortos. A Polícia Científica foi acionada para a realização de exames periciais do local.

Ainda de acordo com a força-tarefa, também foram achados com o responsável medicamentos abortivos e até munição de revólver calibre 38. Os medicamentos foram apreendidos e levados para o depósito da prefeitura. Os demais materiais serão usados para instruir o inquérito sobre a prática de aborto ilegal. 

No que se refere ao propósito inicial da operação “Dose Oculta”, a equipe procedeu fiscalização em dois estabelecimentos farmacêuticos, onde detectou medicamentos com prazo de validade vencido; anabolizantes, abortivos e psicotrópicos vendidos, sem autorização e retenção de receita. Foi constatada, ainda, a inexistência de alvará e autorização da Vigilância Sanitária para funcionamento.

COLETIVA – “Essa foi uma operação muito exitosa. Nossa maior preocupação é com a segurança, a saúde e a vida do consumidor. As ações de interdição e apreensão visam proteger a população e garantir o cumprimento das normas sanitárias e legais estabelecidas”, resumiu o promotor Osvaldo Barbosa, diretor regional do MP-Procon, durante coletiva de imprensa, na sede local do MPPB, juntamente com o delegado Rafael Pedrosa e Betânia Lígia Raújo, diretora da Gevisa municipal.

Promotores, delegado e agentes de fiscalização durante coletiva de imprensa na sede local do MPPB

Também estavam presentes o promotor de Justiça Bertrand de Araújo Asfora (E), coordenador administrativo do MPPB em Campina Grande, e a advogada Emanuella Severo, do Jurídico do MP-Procon.

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