O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, reformou sua decisão que autorizou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
A mudança ocorre depois de Moraes receber do Itamaraty informação de que Beattie não tem agenda diplomática no Brasil e seu visto de entrada, portanto, é apenas para um compromisso privado.
“Dessa maneira, o visto à Darren Beattie, para adentrar o território brasileiro, foi concedido tão somente após pedido formalizado por meio da nota verbal 170, com fundamento na sua anunciada participação no “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos” (“US-Brazil Forum on Critical Minerals”), não havendo qualquer destinação vinculada à visitação de Jair Messias Bolsonaro, no sistema penitenciário brasileiro, conforme também destacado pelo MRE”, escreveu o ministro na decisão que a coluna teve acesso.
Ou seja, “o processamento e a concessão do visto ocorreram, exclusivamente, com base na justificativa então apresentada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América”.
O ministro ainda destacou que “somente em 11/3, após o referido pedido de encontro com o ex‑Presidente (ser protocolado no Supremo), foram solicitadas pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília entrevistas do Sr. Beattie junto ao Ministério das Relações Exteriores, inexistindo, até então, qualquer agendamento diplomático previamente notificado a esta Pasta”. Essa reunião não está confirmada.
Fonte: Metrópoles









