Em meio às mudanças no Projeto de Lei Antifacção enviado pelo governo e da repercussão negativa com o relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), um novo texto foi construído na noite desta terça-feira (11) na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a matéria seja votada nesta quarta-feira (12).
Após um dia inteiro de negociação entre Executivo e Legislativo, ficou definido, segundo anunciou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que as competências da Polícia Federal (PF) sobre investigações contra o crime organizado não serão alteradas.
Outro ponto criticado pelo Governo, e que foi retirado do texto, é a inclusão de dispositivos sobre organizações criminosas na Lei Antiterrorismo. O tema, inclusive, foi defendido pelo deputado federal cearense, Danilo Forte (União).
O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou que a oposição não abrirá mão de incluir a pauta do terrorismo no projeto final que será votado na quarta.
“Nós do PL temos interesse no projeto antiterrorismo. Não abriremos mão de colocar os criminosos no Brasil como terroristas”, disse o deputado.
De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT), a negociação ocorreu para retirar os assuntos do projeto em questão para ser tratado em outras matérias posteriores.
“Foi uma extraordinária e monumental vitória que alcançamos no diálogo, no debate divergente, no tensionamento, mas, sobretudo, no espírito público”, disse o parlamentar.
Com Diário do NE









