Órgãos de saúde orientam população sobre risco e como eliminar o caramujo africano

A Secretaria de Saúde de Campina Grande alertou, nesta quarta-feira (8) à população sobre o manejo seguro para coleta e eliminação do caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), espécie exótica invasora que costuma se proliferar no período de chuvas e de maior umidade. Além de causar danos ambientais, esse caracol pode servir de hospedeiro de parasitas capazes de provocar doenças em seres humanos, como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.

Seguindo a Nota Técnica nº 30/2022 do Ministério da Saúde, ainda em vigência, a coleta do molusco deve ser feita com o uso de luvas ou outro tipo de proteção para evitar o contato direto da pele com o animal e seu muco. Os caramujos devem ser colocados em um balde contendo e imerso em um litro de cloro para três litros de água, por 24 horas. Porteriormente, a água deve ser lançada na rede de esgoto e os moluscos mortos colocados em saco bem fechado para descarte no lixo comum.

A Gerência de Vigilância Ambiental da PMCG orienta, também, que as conchas dos caramujos não devem ser deixadas no ambiente, para evitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. É importante inspecionar quintais, jardins e terrenos, principalmente durante o período chuvoso, quando ocorre um aumento da reprodução da espécie.

Outra medida preventiva para evitar a contaminação pelo caramujo africano é a higienização adequada de verduras, legumes e frutas, já que a transmissão de parasitas pode ocorrer por meio da ingestão acidental de alimentos contaminados pelo muco do caramujo. A recomendação é lavar bem os alimentos em água corrente, deixando-os de molho em solução clorada (na proporção de uma colher de água sanitária para cada litro de água) por 10 a 15 minutos.

Fonte: Codecom

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