A Secretaria de Saúde da Paraíba alertou, nesta segunda-feira (29), alertou a população para que fique atenta à eventual proliferação do mosquito Aedes aegypti e recomendou atenção redobrada aos sintomas da dengue, se larga incidência em períodos chuvosos, como está ocorrendo atualmente em quase todas as regiões do Estado. A recomendação é a de que o atendimento médico seja procurado tão logo surjam os primeiros sintomas da doença, para avaliação clínica, orientações sobre hidratação e acompanhamento da evolução da enfermidade. A automedicação é desaconselhável.
O período chuvoso favorece o acúmulo de água parada, criando condições ideais para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, razão pela qual de ser de fundamental a participação da população, em parceria com os órgãos de saúde pública, na prevenção e eliminação possíveis criadouros dentro de casa.
“A prevenção é um dever coletivo e exige ações simples, mas constantes. É fundamental que cada cidadão faça uma vistoria em sua residência, verificando se as caixas-d’água estão devidamente vedadas, limpando calhas, eliminando recipientes que possam acumular água e mantendo pneus e garrafas em locais cobertos. A vigilância doméstica é uma das principais linhas de defesa contra a dengue”, alerta a médica infectologista Júlia Chaves, da SES.
A infectologista explica que, tão importante quanto eliminar os focos do mosquito, é reconhecer rapidamente os sintomas da doença. Febre alta de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores intensas nas articulações e no corpo, prostração, náuseas e manchas avermelhadas na pele estão entre os principais sinais da dengue. “Ao apresentar esses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima”, alertou Júlia Chaves..
Nas UBSs, os pacientes recebem avaliação clínica, orientações sobre hidratação, acompanhamento da evolução dos sintomas e, quando necessário, são encaminhados para outros serviços da rede de saúde. A busca precoce pelo atendimento também permite que os casos suspeitos sejam notificados e, quando indicado, tenham amostras coletadas para análise laboratorial, fortalecendo o monitoramento da circulação do vírus da dengue no estado.
“Em caso de suspeita de dengue, nunca utilize medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, como a aspirina, nem corticoides ou anti-inflamatórios sem orientação médica, pois eles podem aumentar o risco de hemorragias. A hidratação é uma das principais medidas para a recuperação do paciente e deve ser iniciada desde os primeiros sintomas”, reforça a infectologista.
A chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Fernanda Vieira, reforça que procurar assistência médica desde a suspeita da doença beneficia tanto o paciente quanto o trabalho da Vigilância em Saúde.
“Os casos devem ser identificados e manejados desde a suspeita. Procurar uma unidade de saúde logo no início dos sintomas permite que o paciente receba o atendimento adequado, que o caso seja notificado e coletadas amostras para análise laboratorial mais diagnóstico específico. Esse cuidado é fundamental para evitar agravamentos, reduzir o risco de óbitos e acompanhar a circulação do vírus no estado”, explica.
Embora o estado registre redução de 14,2% nos casos prováveis em relação ao mesmo período de 2025, algumas Gerências Regionais de Saúde apresentam aumento nas notificações, especialmente nas regiões de Catolé do Rocha, de Cuité e de Princesa Isabel. Até a Semana Epidemiológica 25, foram contabilizados nessas áreas 3.861 casos prováveis de dengue, contra 4.499 registrados no mesmo período do ano passado.
Fonte: SES









